quarta-feira, 16 de abril de 2014

Origem e Significado da Semana Santa

“Semana Santa” surgiu já nos primórdios do cristianismo quando as comunidades cristãs em Jerusalém se reuniam, na Sexta-feira e no Sábado, mediante rigoroso jejum, recordando o sofrimento e a morte de Jesus, ou seja, rememorando “os dias em que nos foi tirado o esposo” (diebus in quibus ablatus est sponsus: Cf. Mt 9,15; Mc 2,20). Dessa forma, se preparavam para a festa da pascoa, no Domingo, em que celebravam a memória da ressurreição de Jesus.
Posteriormente, a observância do jejum passou a ser praticada também na Quarta-feira para lembrar o dia em que os chefes judaicos decidiram prender Jesus, isto é, “porque nesse dia começaram a tramar a morte do Senhor” (propter initum a Iudaeis consilium de proditione Domini: Cf. Mc 3,6; 14,1-2; Lc 6,11; 19,47; 20,19a; 22,2).
Tudo isto ocorria mais fortemente em Jerusalém porque provavelmente ali permaneciam mais vivas as lembranças dos últimos dias de Jesus. Essas solenidades passaram a ser imitadas pelas Igrejas do Oriente e depois pelas Igrejas europeias. Esses dias eram também de descanso para todos os servos e escravos. Em algumas Igrejas em Jerusalém eram celebradas todas as noites vigílias solenes com orações e leituras bíblicas, e com a celebração da Eucaristia. Em meado do século III, já se observava o jejum em todos os dias da Semana Santa.
A importância da Semana que antecede a festa da Páscoa está evidenciada claramente através dos diversos nomes dados a essa época litúrgica ao longo dos primeiros séculos: “Hebdomada Paschalis”(Semana da Páscoa);“Hebdomada Authentica” (Semana “sem comparação” ou que “tem uma importância toda suaem si e por si mesma”); “Hebdomada Maior”(Semana Maior); e, por fim, “Hebdomada Sancta” (Semana Santa). As cerimônias litúrgicas particulares da Semana Santa começaram a desenvolver-se a partir do século IV. Resumidamente, a Semana Santa assim se desdobra:
I. Domingo de Ramos e Paixão do Senhor.
Inicialmente, esse Domingo chamava-se Capitulavium (lavação das cabeças), porque nesse dia, os que seriam batizados no Sábado seguinte, participavam de uma cerimônia preparatória, quando suas cabeças eram solenemente lavadas. Esse Domingo é marcado pela procissão de ramos, que começou a ser feita em Jerusalém, no século IV, para relembrar a entrada solene de Jesus, aclamado como Messias. Começava às treze horas, no Monte das Oliveiras. Não se tratava apenas de relembrar um fato do passado, mas de dar um testemunho público de fé em Jesus como o verdadeiro Rei e Salvador enviado. A partir daí, no correr da semana, precisamente na Quinta-feira, inicia-se o “Tríduo Pascal”.
II. Tríduo Pascal
A. Quinta-feira Santa.
Por volta do Século V, chamava-se “Feria quinta in Coena Domini”(Quinta-feira da Ceia do Senhor). Em alguns lugares chamava-se “Dia da Traição”. Costumava-se chamar também de Quinta-feira de“Endoenças”(corruptela popular do latim: indulgêntiain-dulgências, daí:endoenças), o dia do perdão, do indulto, da expiação dos pecados, daclemência. No século VI, iniciou-se o costume de fazer neste dia a “bênção dos óleos”, a serem usados nos Sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nessa Missa dos Santos Óleos, celebra-se a instituição do Sacramento da Ordem.
A Quinta-feira Santa é marcada pela instituição da Eucaristia, a “Ceia do Senhor”, simbolizada pelo amor serviçal (o lava-pés). Desde o século VI, a cerimônia do “lava-pés” procura reproduzir ritualmente o gesto de Jesus que lavou os pés de seus discípulos, como prova de amor e disposição para servir. O lava-pés era chamado também de Mandatum, para recordar o"mandamento novo" de Jesus. Em Roma, o papa lavava os pés de treze pobres, aos quais tinha servido uma ceia. Para o papa Gregório I, conhecido como Gregório Magno (590-604), este 13º pobre seria o próprio Cristo disfarçado de mendigo.
Atualmente, logo após a Eucaristia, o altar é deixado sem nenhuma toalha. Com este gesto simbólico, recordamos a desnudação de Cristo antes de sua crucifixão. Além disso, o Santíssimo é transladado para um lugar preparado à parte, a fim de levar os fiéis a fazerem algum momento de adoração, de vigília, meditando a hora difícil de Jesus no Jardim das Oliveiras e de oração por todos os que atualmente sofrem, pois neles, Jesus continua sofrendo.
B. Sexta-feira Santa.
Inicialmente, este dia chamava-se “Paraskeve” (do grego: paraskeué:preparação; por extensão: “véspera do sábado”sexta-feira). Segundo o evangelista João, é nesse dia que Jesus foi crucificado: “Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados” (Jo 19,31). Tertuliano (155-222), um dos mais importantes escritores eclesiásticos da antiguidade, deu-lhe o nome de “Dies Paschae” (Dia da Páscoa). Santo Ambrósio (340-397) chamava a Sexta-feira de “Dies amaritudinis” (Dia do amargorda tristeza), por ser o grande dia de luto para a Igreja. Ainda hoje, também é chamada de Sexta-feira Maior.
A liturgia deste dia é composta de três partes:
a) Liturgia da Palavra.
A liturgia começa diretamente com leituras dos profetas, cantos e a leitura dialogada da Paixão. Em seguida, a Oração Universal, apresentando as necessidades da Igreja e do mundo. A tradição dessas orações, abandonada no século VI, foi retomada pela nova liturgia depois do Concílio Vaticano II, que acabou introduzindo em todas as Missas as assim chamadas“Oração dos fiéis” ou “Oração da assembleia”.
b) Adoração da Cruz.
Quanto a isso, é preciso antes esclarecer: a palavra “adoração” significa apenas “veneração solene”. Adoração, no sentido próprio, pode ser prestada só a Deus. A cerimônia da Adoração da Cruz, teve origem em Jerusalém, no século IV, depois que Constantino encontrou as relíquias da Cruz do Salvador. Aos poucos, a cerimônia foi sendo adotada também por outras cidades onde havia relíquias da Cruz. Mais tarde, foi assumida por toda a Igreja. Prestando uma veneração especial à Cruz ou ao Crucifixo, manifestamos nossa fé no Cristo Redentor, que nos salvou por sua morte. Adorando a cruz, é ao Cristo que de fato devemos adorar, reconhecendo nele o Filho de Deus encarnado e oferecido em sacrifício por amor a nós. Portanto, o sentido desta “adoração” é contemplar Jesus que, morto na cruz,ascendeu dela.
c) Rito da Comunhão.
Desde os primórdios, não foi costume celebrar a Missa na Sexta-feira Santa. A razão é que assim a Igreja manifesta seu luto pela morte do Salvador. Até o século VIII não havia nem mesmo a comunhão, que só aos poucos foi introduzida na liturgia do dia. Em 1622, foi proibida a comunhão dos fiéis. Isso continuou até recentemente, quando foi reintroduzida, após o Concílio Vaticano II. É bom lembrar que neste dia não se consagram as hóstias, pois já foram consagradas na Quinta-feira Santa.
C. Sábado Santo - Vigília Pascal.
Para a Vigília Pascal convergem todas as celebrações da Semana Santa bem como de todo o Ano Litúrgico. Na Vigília Pascal recordamos a grande noite de vigília do povo hebreu no Egito, aguardando a hora da libertação da escravidão do Egito, ou seja, relembramos a Páscoa (do hebraico:pessachpassagemjudaica (Cf. Ex 12). E nela celebramos a nossa própria redenção pelo mistério da Ressurreição de Cristo. Na Ressurreição de Jesus realiza-se a grande Páscoa cristã, isto é, a Passagem da morte para a vida; do estado de perdição para o estado de salvação. É a vitória final de Deus, em Cristo, sobre o pecado, o mal e a própria morte. Cumpriu-se, assim, o que João Batista dissera acerca de Cristo: “No dia seguinte, João viu a Jesus que se aproximava dele. E disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo’” (Jo 1,29). Jesus é agora o novoCordeiro Pascal, segundo o autor do Sermão aos Hebreus: “ele se manifestou uma vez por todas no fim dos tempos, para abolir o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9,26). No âmbito espiritual, nos apropriamos da graça desta "passagem" pelo Batismo. Por isso, a “liturgia batismal” tem aqui um lugar destacante.
A Vigília Pascal, que para Santo Agostinho (354-430) é “a mãe de todas as Vigílias”, é uma soleníssima celebração, muito rica de símbolos universais e de símbolos particulares: as trevas, o fogo, a luz, a água, o círio pascal, acor alegre dos paramentos, as músicas. A celebração articula quatro partese conclui com a Procissão da Ressurreição:
a) Celebração da Luz.
Essa cerimônia começou a ser realizada de modo mais abrangente só a partir do século IX. Inicia-se com a “bênção do fogo”, feita no pátio, à entrada da igreja. Antigamente, acendia-se o fogo, usando pedras friccionadas, já que na Quinta-feira, tinham sido apagadas todas as luzes da igreja. Isso constava no próprio ritual antigo da bênção do fogo “O Cristo é a pedra usada por Deus para acender em nós o fogo da claridade divina”. Para os antigos, esse simbolismo do Cristo que ilumina, aquece e é centro de vida, era mais significativo. Porque, na Sexta-feira Santa, costumava-se apagar o fogão e todas as luzes das casas. Era no “fogo novo” que cada família acendia uma lâmpada para levar para casa e acender tudo novamente.
Com Cristo Ressuscitado, definitivamente a “Luz brilha nas trevas” (Jo 1,5). Recordamos aqui as palavras do próprio Jesus: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”(Jo 8,12). Jesus Ressuscitado garante que “a vida é a luz dos seres humanos”(Jo 1,4b). Assim, o Círio pascal, que simboliza o Ressuscitado, é bento, aceso no “fogo novo” e conduzido em procissão para dentro da Igreja ainda às escuras, cantando por três vezes: Eis a luz de Cristo! Em seguida, é colocado fixo diante da assembleia. Os participantes são convidados a acenderem as suas velas, imitando aqueles servos de que fala o Evangelho (Lc 12,35-40), os quais esperam, vigilantes, “com as lâmpadas acesas”, o seu Senhor que os fará sentar à sua mesa. Esta parte se encerra cantando a "Proclamação da Páscoa" (Precônio Pascal), o Exulte (do latim Exultet), anunciando solenemente a vitória de Cristo. Não se sabe com certeza quando começou essa tradição litúrgica. Mas por volta do ano 384, já são encontradas referências a ela.
b) Liturgia da Palavra.
Neste momento, são narrados os gestos maravilhosos que Deus realizou em favor do povo ao longo da história da humanidade, desde a Criação do mundo até o grande ato da “Nova Criação” conferida pela ressurreição de Cristo, início e primícias de um mundo novo. É uma verdadeira “passeada”pela Escritura e pelo Novo Testamento. Para nós, tudo isso é motivo de júbilo e de ação de graças. Ao cântico solene do Glória, pouco antes da proclamação do Evangelho, a Igreja escurecida torna-se, de repente, uma explosão de luz. Toda a assembleia canta alegre e vibrante, ao som dos instrumentos musicais e até do sino. Note-se que as várias leituras bíblicas são intercaladas por orações e aclamações, a última das quais é o canto doAleluia pascal(do hebraico: hallelu-yahlouvem a Javéadorem a Javé).
c) Liturgia Batismal.
Se há batismo, entoa-se a “Ladainha” (do grego:litanéiaoração pública; e do latim: litaniaoração breve e insistentepedir insistentementedos Santos. O Cristianismo herdou da liturgia das sinagogas esta forma de rezar, repetindo a mesma frase várias vezes como se vê na Escritura (Cf. 1Rs 18,39; Sl 136/135; 148; 150; Dn 3,52-90). A “Ladainha dos Santos”surgiu da “Oração dos fieis” (Séc. III), que constava duma lista de nomes de Santos, cuja memória era invocada por quem presidia a Missa. No início eram reverenciados os nomes de mártires, sobretudo os que testemunharam a fé em Roma. Com o tempo, a lista dos santos foi ampliada, tomando caráter de universalidade. A seguir, realiza-se a “bênção da água batismal”. O presidente da celebração mergulha o Círio pascal na água benta, para indicar que fomos sepultados na morte com Cristo e com ele ressuscitamos para a vida. Seguindo a bênção da água, passa-se para a“renovação das promessas do batismo”. Nos primeiros séculos da Igreja, era no Sábado Santo que se fazia o Batismo dos que, durante um bom tempo, tinham sido preparados para a admissão na comunidade. Os que já tinham abraçado a fé cristã, mas ainda estavam recebendo acatequese (do grego katechéouderramarverter para dentro de), chamavam-se catecúmenos (do grego kataskeuazómenoios iniciandos). Nessa noite de Vigília, eles recebiam as últimas instruções e ouviam com a comunidade leituras da Escritura, apropriadas para a circunstância. Para o Batismo, a água era abundantemente derramada sobre a cabeça dosnovatos (do grego neófitosnovas plantas; daí: iniciantesnovos,imaturos). Assim, se há batizandos, realiza-se o Sacramento do Batismo. E mesmo havendo batismo, é muito significativa a aspersão da água benta sobre toda a assembleia.
d) Liturgia Eucarística.
Trata-se de uma celebração festiva, pois já se comemora a vitória sobre a morte: Jesus Ressuscitou! O Santíssimo que havia sido transladado pra um lugar preparado à parte, na Quinta-feira Santa, agora é trazido de volta para Tabernáculo na Igreja. Alimentando-nos do pão eucarístico que é Jesus, realimentamos as nossas forças e o nosso compromisso com a vida. Em muitos lugares, logo após a Celebração, o Santíssimo Sacramento é preparado para uma pequena procissão. De volta ao altar-mor, o presidente da Celebração abençoa todos os fiéis enquanto se canta o “Rainha dos Céus, alegrai-vos” (Regina Coeli, laetare), como se fosse um “parabéns” àquela que de “Senhora das Dores” transformou-se em “Senhora da Alegria”.
Ainda no que se refere ao “Tríduo Pascal”, é bom lembrar que não são três celebrações isoladas, ou três Missas, como a maioria das pessoas pensam e dizem. Notemos que a Celebração da Quinta-feira Santa começa com os “Ritos iniciais” e não conclui com os “Ritos finais”, mas apenas com a“Oração depois da comunhão” e com a “Transladação do Santíssimo”. A Celebração da Sexta-feira Santa, por sua vez, não é começada com os“Ritos iniciais” e nem terminada com os “Ritos finais”, mas apenas com a“Oração sobre o povo”, pois a Missa que começou na Quinta-feira, ainda continua. E no Sábado Santo, a Celebração também não começa com os“Ritos iniciais”, pois ainda é parte da Missa que deu início na Quinta-feira Santa. Aí, sim, concluída a Celebração da Vigília Pascal, o presidente da Missa encerra o “Tríduo Pascal” com os “Ritos finais”. Podemos assim dizer que o “Tríduo Pascal” é uma grande Missa, uma “Missona”. O que a Igreja realiza de modo mais longo no “Tríduo Pascal”, é realizado de modo mais breve nos Domingos comuns. Portanto, não é interessante “quebrar” a sequência desta única Celebração pascal.
III. Páscoa da Ressurreição.
Missa de Páscoa é a maior solenidade do ano. Até o século XI, era só nesse dia que os simples padres podiam cantar solenemente o “Glória a Deus nas alturas” (no latim Gloria in excelsis Deo). Nesse momento do canto do Glória, como ainda hoje, novamente os sinos e o órgão irrompiam numa grande explosão de alegria. Cristo venceu a morte, e também para nós existe a tranquila garantia de vida e esperança.
Por isso, é muito importante que no Domingo pascal, a assembleia se reúna em torno de Cristo ressuscitado e presente no meio da comunidade. A tristeza, o desânimo e o medo, devem dar lugar à alegria e à esperança. Jesus venceu a morte para estar definitivamente junto e dentro de nós. Caso contrário, quem participa apenas da “Quinta-feira Santa”, ou só da “Sexta-feira Santa”, corre o risco de assimilar uma fé fracassada pela morte e de viver uma vida marcada pela resignação, pela alienação inércia. É como se vivesse uma terrível e interminável Sexta-feira Santa, tanto na Igreja como na sociedade. Tal celebração acaba com as II Vésperas; portanto, caso não haja razões pastorais, deve ser celebrada antes do anoitecer do Domingo.

Fonte: Pe. Carlos

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Programação da Semana Santa

Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo
13/04 – Domingo de Ramos
07:00h – Benção dos Ramos e procissão, saindo da delegacia Civil
08:00h - Santa Missa de Ramos no Adro da Igreja Matriz

14/04 – Segunda Feira Santa
08:00h às 12:00h – Atendimento de Confissões
14:00h às 17:00h – Atendimento de Confissões
19:00h – Santa Missa
20:00h às 22:00h – Atendimento de Confissões

15/04 – Terça Feira Santa
08:00h às 12:00h – Atendimento de Confissões
14:30h às 17:00h – Atendimento de Confissões
19:00h – Santa Missa de Envio das imagens

16/04 – Quarta Feira Santa
08:00h – Santa Missa de Unção dos Enfermos e Idosos
10:00h às 12:00h – Atendimento de Confissões
14:00h às 17:00h – Atendimento de Confissões
18:30h - Procissão de Encontro das Imagens
19:00h – Santa Missa de Trevas
20:00h às 22:00h – Atendimento de Confissões

17/04 – Quinta Feira Santa
08:00h às 12:00h – Atendimento de Confissões
14:00h às 17:00h – Atendimento de Confissões
17:00h – Santa Missa da Ceia do Senhor
20:00h às 00:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento
20:00h às 22:00h – Atendimento de Confissões
00:00h – Procissão de reparação penitencial com os Homens saindo da Igreja Matriz

18/04 – Sexta Feira Santa
06:30h – Via Sacra encenada , saindo da antiga rodoviária até a Igreja Matriz
08:00h às 12:00h – Atendimento de Confissões
14:00h às 15:00h – Atendimento de Confissões
14:00h – Via Sacra da Juventude na Igreja Matriz
15:00h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor

  • v  Beijo da Cruz
  • v  Procissão com o Senhor Morto, seguindo pelas ruas: 13 de Maio, Doutor José Torquato, Coronel João Pessoa, Chegando à Igreja Matriz
17:30h – Exibição do Filme o Evangelho de São Matheus: Da entrada de Jesus em Jerusalém à sua Paixão, Morte e Ressurreição

19/04 – Sábado Santo
22:00h –  Benção do Fogo e inicio da Vigília Pascal

  • v  Trazer lenha para fogueira
  • v  Trazer vela e agua para ser benta
  • v  As portas da Igreja somente serão abertas após a Benção do Fogo
  • v  Haverá Batizado dos Catecúmenos
20/04 – Domingo de Páscoa
08:00h – Santa Missa da Páscoa do Senhor
9:30h – Batizado das Crianças

Igreja de São José
13/04 – Domingo de Ramos
18:30h – Benção dos Ramos e procissão, saindo da delegacia Militar
19:00h Santa Missa de Ramos
15/04 – Terça Feira Santa
19:00h às 22:00h – Atendimento de Confissões

17/04 – Quinta Feira Santa
19:00h – Santa Missa da Ceia do Senhor
20:00h às 00:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento
18/04 – Sexta Feira Santa
15:00h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor
19/04 – Sábado Santo
19:00h –  Benção do Fogo e inicio da Vigília Pascal

  • v  Trazer vela e agua para ser benta
20/04 – Domingo de Páscoa
19:30h – Santa Missa da Páscoa do Senhor

Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro
13/04 – Domingo de Ramos
16:20h – Benção dos Ramos e procissão, saindo da delegacia Militar
16:30h Santa Missa de Ramos

14/04 – Segunda Feira Santa
19:00h– Atendimento de Confissões

17/04 – Quinta Feira Santa
19:00h – Santa Missa da Ceia do Senhor
20:00h às 00:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento

18/04 – Sexta Feira Santa
17:30h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor

19/04 – Sábado Santo
19:00h –  Benção do Fogo e inicio da Vigília Pascal

  • v  Trazer vela e agua para ser benta
20/04 – Domingo de Páscoa
17:00h – Santa Missa da Páscoa do Senhor

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Convite da 1ª Santa Missa do Diac.Ir. Uilaci

A Família Religiosa da Sagrada Face, a Paróquia de São Miguel Arcanjo, o Diac. Ir. Uilaci e sua família, tem a honra de convidar todo o povo de Deus para às 10:30 deste domingo participar da 1ª Santa Missa que o mesmo celebrará. Em modo particular nós que fazemos a paróquia desta cidade nos alegramos com mais um filho da terra sendo ordenado presbítero da Santa igreja.
                          

Nota: O Diac. Ir. Uilaci será ordenado Presbítero neste Sábado as 10:00 h na Diocese de Cajazeiras e logo em seguida parte para a nossa Cidade onde Presidirá a sua 1ª Santa Missa.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Historia de São Sebastião, padroeiro do Sitio Bonito

Sebastião nasceu em Narbônia, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registros de Santo Ambrósio. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos. Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de RomaCromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele. Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador da época era ninguém menos que o sanguinário Diocleciano, que lhe dispensara admiração e confiara nele, esperando vê-lo em destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira e por isso considerou-se traído. Levado à sua presença, Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas. Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado. Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288. Os algozes cumpriram a ordem e, para evitar a sua veneração, foi jogado numa fossa, de onde a piedosa cristã Santa Lucianão tirou, para sepulta-lo junto de São Pedro e São Paulo. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião em Roma a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação. Em outras ocasiões foi constatado o mesmo fato; em 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ambas ficando livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião.

Fonte: Canção Nova

Mensagem do Presidente da CNBB a Dom Orani João Tempesta


A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – congratula-se com a Arquidiocese do Rio de Janeiro pelo cardinalato de Dom Orani João Tempesta.

O presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, dá as boas-vindas a Dom Orani, que será integrado ao Colégio Cardinalício, no dia 22 de fevereiro, no Consistório convocado pelo Papa Francisco.
A nomeação de Dom Orani é sinal do carinho do Papa Francisco com a Igreja da América Latina e, em especial, com o Brasil. É também reconhecimento do trabalho de Dom Orani a frente da Jornada Mundial da Juventude e no serviço pastoral desenvolvido nas dioceses de São José do Rio Preto (SP) e Belém (PA).
Fazemos votos e rezamos para que Dom Orani continue servindo a Igreja, agora como colaborador mais próximo do Papa Francisco.
Fraternalmente,
Raymundo, cardeal, Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB

Vaticano apresenta na ONU relatório sobre combate à pedofilia

A Santa Sé, juntamente com a Rússia, Alemanha, Portugal, Congo e Iêmen, discutem, nesta quinta-feira, 16, o relatório sobre a aplicação da Convenção sobre os Direitos da Criança em seus territórios. O encontro acontece no Escritório das Nações Unidas, em Genebra, sede europeia da ONU. 

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, divulgou uma nota, na qual destaca o compromisso do Papa e do Vaticano para a proteção das crianças. 

Padre Lombardi recorda que a Santa Sé foi um dos primeiros Estados a ratificar a convenção em 20 de abril de 1990. O Estado apresentou seu primeiro relatório em 2 de março de 1994; em 27 de setembro de 2011, apresentou um segundo relatório. 

Com base neste e no anterior, e depois de ter recebido sugestões do grupo de ONGs que participa do procedimento alternativo de avaliação, o Comitê propôs à Santa Sé uma série de perguntas para obter mais informações. Os dados foram enviados para Genebra em 30 de novembro de 2013. A data estabelecida pelo Comitê para o encontro com a delegação da Santa Sé, para discutir o relatório e as respostas complementares, foi esta de hoje, ao longo da 65ª sessão do Comitê (13 a 31 de janeiro de 2014).

Casos de pedofilia

Padre Lombardi lembrou que não é raro que as perguntas propostas, sobretudo no que diz respeito à problemática dos abusos sexuais contra menores, pareçam supor que os bispos ou superiores religiosos agem como representantes ou delegados do Papa, o que é sem fundamento. 

Assim, responde-se que as perguntas sobre casos particulares de abusos verificados em instituições católicas, em diversos países do mundo, não são pertinentes a respeito da Convenção por parte da Santa Sé, tratando-se de casos nos quais têm jurisdição, com base nas próprias leis, os países nos quais esses se verificaram. 

O porta-voz do Vaticano reiterou que a Santa Sé está profundamente entristecida pela chaga dos abusos sexuais, que atingem milhões de crianças no mundo inteiro, e lamenta que, infelizmente, alguns membros do clero tenham estado envolvidos em abusos similares. 

Ele acrescenta que também foram dadas ao Comitê amplas respostas sobre o empenho dedicado pelo Pontífice, pelas comissões da Cúria Romana (em particular a Congregação para a Doutrina da Fé e o Conselho para a Família) em estabelecer rigorosas e eficazes normas e diretivas para tratar, contrastar e prevenir os gravíssimos fenômenos de abuso sexual contra menores, não excluída a atualização da legislação do Estado da Cidade do Vaticano em matéria penal.

O representante da Santa Sé na ONU, monsenhor Silvano Maria Tomasi, disse, em entrevista à Rádio Vaticano, que a acusação de que a Santa Sé teria obstruído a atuação da justiça lhe parece "um pouco sem critério". Isso, porque impedir o curso da justiça, em qualquer país, em detrimento de sua legítima jurisdição, seria "uma interferência indevida e injusta" por parte de qualquer sujeito. 

Dom Tomasi reforça que a Santa Sé apoia o direito e o dever de cada país de perseguir todo crime contra menores. "Portanto, não tolera a crítica pela qual se procura interferir ou impedir o curso da justiça. Ao contrário, quer – como Papa Francisco insiste – que haja transparência e que a justiça siga seu curso".

Compromisso da Santa Sé

De acordo com padre Lombardi, fazer uma leitura total dos relatórios demonstra a atenção e o vasto compromisso dedicado pela Santa Sé para a promoção das atividades e da vida da Igreja Católica, para o bem das crianças. 

"Não só com seu ensinamento e a convicta defesa da dignidade da pessoa humana desde o início de sua existência e das fases em que mais necessita de ajuda, mas também com inúmeras atividades de educação, de cuidado de saúde, de apoio às famílias e às crianças em sua singularidade", explicou. 

Comitê da ONU 

O Comitê para os Direitos da Criança é o órgão de controle e de monitoramento da Convenção, para atualização e promoção de seus princípios por parte dos Estados-membro. Com sede em Genebra, ao comitê são apresentados relatórios periódicos dos Estados que aderem à Convenção. Ele estuda os documentos, pode pedir mais informações complementares e discute os relatórios com os representantes. 

Na nota publicada, padre Lombardi afirma que o Comitê não é um “tribunal” que tenha competência para “julgar” os Estados-membro, mas é um instrumento constituído por eles próprios com base na Convenção, para monitorar e controlar sua aplicação. 

Fonte : Canção Nova